Preocupado com o novo cenário para seus
investimentos financeiros?
Calma! Muitas coisas mudaram, mas para melhor! Como já apontamos (veja nossos últimos artigos), os EUA não deverão ruir, o mundo deverá tender à estabilidade conservadora ou não (do ponto de vista econômico) – conquanto a Janela de Overton (que define os “normais político-sociais”) siga se dilatando – e teremos um jogo de poder e ideologias mais “aberto”.
Nesse contexto, como ficam seus investimentos?
Bem, vamos analisá-los a fundo! Mas, antes, vamos esclarecer alguns conceitos essenciais:
1. Investimento (financeiro): é todo capital financeiro comprometido (por determinado período) em algum ativo ou atividade a fim de produzir retornos na forma de…
2. Renda (do latim “reddita > reddere > re-dare”: “dar de novo”): é o produto (periódico ou não) do investimento, calculado a partir de sua taxa de…
3. Juro (do latim “jus > juris”: “direito”): representa, pois, a taxa percentual de remuneração (por “direito”) do capital investido.
Embora muitas fontes utilizem rentabilidade e renda indistintamente, “rentabilidade é o potencial de um ‘investimento’ de produzir ‘renda'”.
Na prática, se um “investimento” exige um aporte de cem reais e promete “juros” de dez por cento ao mês, sua “renda” (ou “rendimento”) mensal é de dez reais. Capisci?
Fácil essa parte! Mas espere! “Investimentos que oferecem os mesmos juros, oferecem sempre a mesma rentabilidade”: mito ou verdade?
Mito.
Fatores como incidência de IR, taxas administrativas e diferenças cambiais podem alterar, sim, e significativamente, seus rendimentos líquidos!
Apesar de, como já vimos, “rentabilidade” e “juro” (não serem etimológicamente a mesma coisa), normalmente, as calculadoras de investimentos utilizam valores percentuais para a rentabilidade.
Por isso, ATENÇÃO, quando você for fazer esse cálculo, desconte da “rentabilidade nominal bruta” (o valor percentual divulgado como “juros a pagar”) as taxas percentuais de administração da corretora e/ou gestora do investimento e o imposto de renda incidente sobre a transação, obtendo a “rentabilidade nominal líquida”.
…2022 chegando e
ainda não ouvimos o termo “Pós-Covid”
Escrevemos esse artigo originalmente em 2020 – quando a Covid ainda se apresentava como uma assustadora “novidade”. Atualmente (estamos no final de outubro de 2021) e a Covid continua em alta… a despeito mesmo de uma acentuada queda dos casos de mortes causadas pela doença – mas, afinal, quem pode contra a imprensa, hmm?
Contudo, algo se confirmou: os mercados continuam “estavelmente instáveis”: as criptomoedas sobem e descem como sempre, as ações sobem e descem como sempre, os títulos de renda fixa continuam seguros e pouco rentáveis como sempre e a única “surpresa” foi uma (previsível) inflação em nível global – devido ao crescimento do consumo e da expansão da base monetária (em alguns países).
Portanto, continuamos firmes com a sugestão: HFT!
A partir daí, subtraia a inflação para obter a “rentabilidade real”: o resultado pode ser surpreendente! Lembre-se: a rentabilidade divulgada para o CDB, por exemplo, é bruta, enquanto, para a LCA e poupança, é líquida. Mas a “rentabilidade real” da poupança é nula – afinal, poupança não é investimento, lembra?
Sendo assim, você quer investir com a melhor rentabilidade líquida possível. Certo?
Errado! Queremos mais que isso!
Todos procuramos uma boa rentabilidade… desde que com risco e liquidez suportáveis. Ou seja, você não quer arriscar seu dinheiro (em algo duvidoso) e não pretende comprometer seus recursos em aplicações com prazos de resgate longos demais. Por isso precisamos avaliar rentabilidade, risco e liquidez em diferentes investimentos, instituições e jurisdições. Diversificar!
Em regra, quando os mercados se aquecem, optamos por aplicações mais seguras (porque até elas oferecem bom retorno), e, quando os mercados arrefecem, buscamos investimentos mais ousados.
É por isso, que, em mercados mais estáveis, existem tantos investidores em startups, ações e day trade: porque não existe opção proporcionalmente atraente na renda fixa, por exemplo.
Sendo assim, se as finanças mundiais estiverem estáveis no pós-COVID (como acreditamos) qual será(ão) o(s) melhor(es) investimento?
Eis a resposta:
1. Invista em “Speed-Trading”: nada rende tanto (nesse cenário)!
2. Procure profissionais e tecnologias maduras: o risco (de fazer sozinho) não compensa!
3. Busque garantias reais para o seu investimento!




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